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Rating Action:

Moody's atribui ratings Ba1 e Aa2.br às debêntures da Light Energia; perspectiva estável.

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Global Credit Research - 04 Apr 2011

Aproximadamente BRL170 milhões de Debêntures Quirografárias Classificadas

Sao Paulo, April 04, 2011 -- Moody's América Latina (Moody's) afirmou os ratings corporativos da Light S.A. (Light) de Ba1 na escala global e Aa2.br na escala nacional brasileira. Ao mesmo tempo, Moody's atribuiu ratings de emissor Ba1 na escala global e Aa2.br na escala nacional brasileira a Light Energia S.A. (Light Energia). Moody's também atribuiu um rating em moeda local Ba1 na escala global e Aa2.br na escala nacional brasileira à emissão proposta pela Light Energia de até BRL170 milhões em debêntures quirografárias com vencimento em cinco anos. Estas debêntures serão garantidas por fiança da Light. A perspectiva para todos os ratings é estável. Esta foi a primeira vez que Moody's atribuiu ratings a Light Energia.

A emissão de cinco anos está sendo oferecida de acordo com os termos da Instrução 476 da CVM, e conta com garantia firme de subscrição até o limite de BRL100 milhões por parte dos bancos Bradesco BBI, Citibank e Itaú BBA. Os recursos serão utilizados para oferecer suporte às necessidades de capital de giro e aos investimentos da Light Energia.

Ratings Afirmados:

Emissor: Light S.A. (Light)

Ratings Corporativos: Ba1/Aa2.br

Ratings Atribuídos:

Emissor: Light Energia S.A. (Light Energia)

Ratings de Emissor: Ba1/Aa2.br

até BRL170 milhões em debêntures quirografárias garantidas pela Light S.A.(Light): Ba1/Aa2.br

FUNDAMENTO DOS RATINGS

Os ratings de emissor Ba1/Aa2.br refletem a sólida estrutura de capital da Light Energia, caracterizada por seu baixo nível de endividamento, saudável perfil de vencimento de dívida, geração de caixa e rentabilidade estáveis. Essas características surgem principalmente dos contratos de concessão de longo prazo, os quais permitem que a empresa opere seus ativos de geração de energia elétrica em um mercado regulado relativamente seguro até 2026. As incertezas relacionadas ao seu programa de investimentos e potencial de elevadas distribuições de dividendos no futuro limitam os ratings. Moody's classifica as debêntures propostas da Light Energia no mesmo nível do rating corporativo de sua controladora, Light, a qual é a garantidora dessas dívidas. Como resultado, nossa avaliação da força financeira da Light Energia reflete amplamente a avaliação do rating da Light com base nos seus demonstrativos financeiros consolidados.

Os ratings corporativos Ba1/Aa2.br refletem os fortes indicadores de crédito consolidados da Light para a categoria de rating. O fluxo de caixa relativamente estável do grupo é derivado na maior parte do segmento de distribuição regulada da Light Serviços de Eletricidade S.A. (Light SESA), a principal subsidiária da Light responsável por cerca de 93% das Vendas Líquidas consolidadas e 85% do EBITDA consolidado. As práticas de governança e a posição de liquidez adequada da Light também sustentam os ratings. Os ratings são limitados por um significativo programa de investimentos consolidado, distribuições de dividendos relativamente elevadas, potenciais desembolsos de caixa relacionados às contingências passivas e pelos desafios decorrentes dos níveis elevados de perda de energia e inadimplência no segmento de distribuição.

O perfil de crédito da empresa de geração, Light Energia, reflete indicadores de crédito projetados adequados para a categoria de rating sustentados por margens operacionais e fluxos de caixa estáveis nos dois próximos anos. Os contratos de fornecimento de energia elétrica da Light Energia, que são em grande parte para o mercado regulado, levam a essa estabilidade. No entanto, esses contratos começarão a vencer em 2012. Os contratos a vencer representam acumuladamente cerca de 27% da energia total assegurada até o fim de 2012 e 51% até o fim de 2013. A partir de 2013, Light Energia deve se beneficiar de preços mais elevados de energia e maiores fluxos de caixa operacionais. Os preços médios de energia da Light Energia são atualmente de cerca de BRL70 por MWh e as estimativas preliminares de novos contratos indicam que os preços de energia poderiam atingir até BRL130 por MWh em 2013.

Light e suas subsidiárias têm melhorado significativamente suas estruturas de capital desde 2005 quando EDF (Électricité de France), na época a única acionista da companhia, converteu aproximadamente BRL940 milhões de empréstimos de mútuo em patrimônio líquido. Outra conversão de BRL800 milhões de dívida em patrimônio líquido ocorreu em 2007, dessa vez pelo BNDES Participações S.A. (BNDESPar, o braço de investimento do BNDES). Como resultado, Light tem uma sólida estrutura de capital consolidada. Atualmente, seus índices de alavancagem estão fortes para categoria de rating. Utilizando-se os ajustes padrões da Moody's, o Caixa Líquido das Atividades Operacionais antes das variações de Capital de Giro (CFO pre --WC) sobre Dívida foi 41% e Dívida sobre capitalização total era de 50,6% em 31 de dezembro de 2010. Esses indicadores devem deteriorar-se nos próximos três anos como resultado do programa de investimentos da Light e elevadas distribuições de dividendos aos acionistas. No entanto, alavancagens adicionais são limitadas em uma base consolidada pelas cláusulas financeiras incorporadas nas debêntures propostas, as quais requerem que a dívida líquida consolidada da Light sobre o EBITDA seja menor que 3,0 vezes enquanto a cobertura da despesa financeira pelo EBITDA precisa ser maior que 2,5 vezes.

Light atualmente tem uma série de disputas judiciais decorrentes de diversas fontes, das quais BRL552 milhões são considerados como uma perda provável e contabilizados como passivos contingentes. Embora essas obrigações sejam lançadas como itens de longo prazo no balanço patrimonial, algumas delas poderiam acabar sendo pagas no curto prazo como resultado de decisões judiciais. Como a maioria das empresas brasileiras, Light não mantém linhas de crédito compromissadas para enfrentar desembolsos de caixa inesperados em volumes significativos. No entanto, Moody's considera a liquidez da Light como sendo adequada. Os fluxos de caixa operacionais estáveis e previsíveis proveniente do segmento de negócios regulados sustentam a liquidez, assim como uma posição de caixa disponível no balanço patrimonial consolidado de BRL525 milhões em 31 de dezembro de 2010. Light tem vencimentos de dívidas de curto prazo de BRL664 milhões em 2011, os quais incluem obrigações previdenciárias e refinanciamento de impostos de acordo com os ajustes padrão da Moody's. Estes vencimentos serão cobertos pela emissão proposta de BRL650 milhões em debêntures pela Light SESA.

Moody's espera que Light realize investimentos consolidados de até BRL3,4 bilhões no período de 2011 a 2014. Esses investimentos serão destinados principalmente ao desenvolvimento da rede de distribuição, melhora da confiabilidade do sistema, redução das perdas de energia e financiamento de investimentos adicionais no segmento de geração. A administração anunciou a construção de duas pequenas unidades de geração de energia hidrelétrica e uma usina hidrelétrica com capacidade instalada combinada de 238MW, as quais devem entrar em operação de 2011 a 2013. Os investimentos totais em geração poderiam atingir BRL700 milhões nos próximos quatro anos, com 60 a 70% do financiamento de longo prazo vindo do BNDES. Light está desenvolvendo esses projetos de geração em parceria com Companhia Energética de Minas Gerais (CEMIG; Ratings de Emissor Ba1/Aa2.br; Perspectiva Estável). Na parceria, Light possuirá 51% e CEMIG 49% dos projetos.

No futuro, Light deve continuar esta estratégia de expansão, principalmente dado a declarada disposição do maior acionista individual da Light, CEMIG, em buscar investimentos estratégicos para expansão no setor de eletricidade. CEMIG vem recentemente aumentando sua participação na empresa. Moody's incorpora em sua avaliação de rating de longo prazo o potencial risco de CEMIG utilizar a Light como um veículo para expandir ainda mais suas atividades nos segmentos de distribuição e geração. Aquisições e investimentos adicionais não causariam necessariamente um rebaixamento do rating, mas o impacto de novos futuros negócios sobre a alavancagem consolidada e liquidez serão particularmente importantes na nossa análise.

Light tem práticas de governança corporativa em desenvolvimento que Moody's vê como sendo acima da média dos emissores latino-americanos. Em março de 2010, Light anunciou uma mudança significativa na composição de sua Diretoria Executiva, incluindo a nomeação do Sr. Jerson Kelman, ex-Diretor Geral da ANEEL, como Diretor-Presidente bem como a nomeação de quatro outros executivos. Moody's espera que os novos executivos da Light enfrentem pressões elevadas para melhorar os processos e fortalecer a qualidade do serviço prestado. Os executivos tentarão contrabalançar as necessidades dos acionistas e dos credores ao abordar as questões relacionadas aos atuais desafios operacionais da empresa.

A perspectiva estável contempla a visão da Moody's de que apesar de uma certa redução esperada nas margens operacionais, a geração interna de caixa deve ser a fonte primária para financiamento das necessidades de caixa da empresa. Pontuais financiamentos de longo prazo complementarão a geração interna de caixa no médio prazo. O nível geral de dívida deve aumentar moderadamente junto com o plano de investimentos, mas deve continuar compatível com a atual categoria de rating.

Os ratings ou perspectiva poderiam ser elevados como resultado de uma maior visibilidade em relação ao potencial impacto de eventuais contingências e aquisições sobre o fluxo de caixa e alavancagem. Pressões para elevação poderiam aumentar se o Fluxo de Caixa Retido (RCF) sobre Dívida Total consolidada da Light permanecer maior que 20% ao mesmo tempo em que a cobertura de juros (CFO pré-WC sobre despesa financeira) se tornar maior que 5,0x em uma base sustentável.

Os ratings ou perspectiva poderiam ser rebaixados se o índice de Fluxo de Caixa Retido sobre Dívida Total consolidada da Light cair abaixo de 10% e a cobertura de juros cair abaixo de 3,0x por um período prolongado. Uma mudança no nível de suporte do ambiente regulatório brasileiro também poderia desencadear uma ação de rating.

Os Ratings em Escala Nacional da Moody's (NSRs) têm o intuito de serem avaliações relativas da idoneidade creditícia entre as emissões de dívida e os emissores de um dado país, a fim de permitir que os participantes do mercado diferenciem melhor os riscos relativos. Os NSRs são diferentes dos ratings globais da Moody´s pois não são globalmente comparáveis ao universo global de entidades classificadas pela Moody´s, mas apenas a NSRs de outras emissões e emissores classificados no mesmo país. Os NSRs são designados por um modificador ".nn" que indica o país relevante, como ".br" no caso do Brasil. Para maiores informações sobre a abordagem da Moody´s para ratings na escala nacional, consulte as Diretrizes para Implementação de Ratings da Moody´s publicadas em agosto de 2010 sob o título "Mapeamento dos Ratings na Escala Nacional da Moody´s para Ratings na Escala Global" ("Mapping Moody's National Scale Ratings to Global Scale Ratings").

A principal metodologia utilizada na atribuição de rating da Light Energia foi "Global Unregulated Utilities and Power Companies", publicada em agosto de 2009.

Light S.A. (Light), sediada no Rio de Janeiro, Brasil, é uma empresa integrada de eletricidade com atividades de geração, distribuição e comercialização de eletricidade. Light Energia S.A. (Light Energia), a subsidiária de geração, tem 855MW da capacidade total instalada que representa aproximadamente 0,8% da capacidade de geração de energia elétrica do país. Light divulgou receitas líquidas consolidadas de BRL6.509 milhões (USD3.951 milhões) e Lucro Líquido de BRL575 milhões (USD346 milhões) em 2010. Light Energia foi responsável por 5% das receitas e 14% do EBITDA consolidado.

DIVULGAÇÕES REGULATÓRIAS

As fontes de informação utilizadas na elaboração do rating de crédito são as seguintes: partes envolvidas nos ratings, informações públicas, e informações confidenciais e de propriedade da Moody's Investors Service.

A Moody's Investors Service considera a qualidade das informações disponíveis sobre o emissor ou obrigação como sendo satisfatória ao processo de atribuição do rating de crédito.

A Moody´s adota todas as medidas necessárias para que as informações utilizadas na atribuição de ratings seja de qualidade suficiente e proveniente de fontes que a Moody´s considera confiáveis incluindo, quando apropriado, fontes de terceiros. No entanto, a Moody´s não realiza serviços de auditoria, e não pode realizar, em todos os casos, verificação ou confirmação independente das informações recebidas nos processos de rating.

Consulte a aba de ratings na página do emissor/entidade no Moodys.com para visualizar o histórico e a última ação de rating deste emissor.

A data em que alguns Ratings de Crédito foram atribuídos pela primeira vez diz respeito a uma época em que os ratings da Moody's Investors Service não eram integralmente digitalizados e pode ser que os dados precisos não estejam disponíveis. Consequentemente, a Moody's Investors Service fornece uma data que acredita ser a mais confiável e precisa com base nas informações disponíveis. Consulte a página de divulgação de ratings em nosso website www.moodys.com para obter maiores informações.

Consulte a página de Política de Crédito (Credit Policy) no moodys.com para ter acesso às metodologias utilizadas na determinação dos ratings, mais informações sobre o significado de cada categoria de rating e a definição de default e recuperação.

Sao Paulo
Cristiane Spercel
Analyst
Infrastructure Finance Group
Moody's America Latina Ltda.
JOURNALISTS: 800-891-2518
SUBSCRIBERS: 55-11-3043-7300

New York
William L. Hess
MD - Utilities
Infrastructure Finance Group
Moody's Investors Service
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Moody's America Latina Ltda.
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Sao Paulo, SP 04578-903
Brazil
JOURNALISTS: 800-891-2518
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Moody's atribui ratings Ba1 e Aa2.br às debêntures da Light Energia; perspectiva estável.
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