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Rating Action:

Moody's atribui um rating corporativo B3 à Virgolino e sua emissão proposta. A perspectiva é estável.

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Global Credit Research - 12 Jan 2011

Aproximadamente USD 250 milhões em títulos de dívida afetados

Sao Paulo, January 12, 2011 -- A Moody's Investors Service atribuiu pela primeira vez, um rating corporativo B3 à Agropecuária Nossa Senhora do Carmo S.A. ("Virgolino") e rating B3 a USD 250 milhões em notas seniores sem garantia de ativos reais, com vencimento em sete anos, emitidas pela sua subsidiária off shore sediada nas Ilhas Cayman, Virgolino de Oliveira Finance Limited, com garantia incondicional da Agropecuária Nossa Senhora do Carmo S.A., e de suas subsidiárias Virgolino de Oliveira S.A. Açúcar e Álcool, (" Virgolino de Oliveira"), Açucareira Virgolino de Oliveira S.A. ("Açucareira Virgolino"), e Agropecuária Terras Novas S.A. ("Agropecuária Terras Novas"). A perspectiva para ambos os ratings é estável. O rating B3 reflete a melhora do desempenho operacional da Virgolino em virtude de sua parceria com a Copersucar, bem como o perfil de dívida alongado após a emissão proposta, o qual ficaria mais em linha com a geração de caixa operacional. Esta é a primeira vez que a Moody's atribui ratings à Virgolino.

FUNDAMENTOS DE RATING

"Apesar do caráter volátil da indústria de açúcar e etanol e a suscetibilidade de seus resultados a oscilações cambiais, a rentabilidade e o fluxo de caixa das operações da Virgolino melhoraram no ano fiscal de 2009/2010 (abril/2010) como resultado de eficiências operacionais significativas provenientes do startup de duas novas plantas de açúcar e etanol --

José Bonifácio, iniciada em 2006, e Monções em 2008 -- preços internacionais de açúcar ainda elevados e a ausência de eventos não recorrentes, incluindo o custo de um novo gerador de energia no ano anterior", disse Ricardo Kovacs, VP da Moody's e analista líder da Virgolino.

A tendência positiva dos preços de açúcar foi evidenciada na elevação das receitas do segundo trimestre de 2011 da Virgolino. A empresa também se beneficiou do mix de produtos flexível entre os segmentos de açúcar e etanol, o que permite que a administração oscile a composição de suas 12 milhões de toneladas de capacidade de moagem entre 40% e 60%, dependendo das condições prevalecentes no mercado. A Moody's espera que os negócios de açúcar e etanol da Virgolino apresentem resultados mais estáveis uma vez que todas as quatro unidades de produção contam com uma elevada capacidade de utilização dadas as expectativas de que a demanda por açúcar e etanol permaneçam mais elevadas do que a oferta nos próximos 12 meses, com níveis globais de estoque mais baixos e uma tendência internacional de preços acima das médias históricas.

"A conclusão da emissão de USD 250 milhões é importante para alinhar a programação de vencimento de dívida da Virgolino com o nível atual de geração de fluxo de caixa", disse Ricardo, acrescentando que "a Moody's espera maiores esforços da administração para desalavancagem do seu balanço nos próximos 18 meses e redução dos custos, a fim de administrar melhor a volatilidade do segmento sem prejudicar futuras entradas de capital".

A empresa atualmente possui somente quatro usinas operacionais: (Itapira, com 1,7 milhões de toneladas de capacidade de moagem; Catanduva -- 4,2 milhões de toneladas; José Bonifácio -- 3,7 milhões de toneladas e Monções -- 2,4 milhões de toneladas). A concentração das operações nessas quatro plantas eleva a exposição a riscos, tais como acidentes e greves, que poderiam causar a interrupção dos negócios e impactar o fluxo de caixa de maneira inesperada.

Com 12 milhões de toneladas de capacidade de moagem e aproximadamente USD 600 milhões de receitas líquidas, a Virgolino é significativamente menor em termos de receitas líquidas do que seus pares internacionais Suedzucker (Baa2, USD 8,1 bi), Tate&Lyle (Baa3, USD 5,5 bi) e Tereos (Ba3, USD 4,3 bi), bem como seu competidor brasileiro Cosan (com rating Ba2, USD 8,8 bi), a qual possui capacidade de moagem de 62 milhões de toneladas através de 23 usinas de cana-de-açúcar.

No entanto, o tamanho menor da Virgolino é parcialmente mitigado por sua capacidade de reportar margens operacionais mais altas do que a maior parte de seus pares. Sua margem EBITDA de 28,4% no ano fiscal de 2010 (de acordo com os ajustes padrão da Moody's) é de certa maneira mais elevada do que a margem de seus pares internacionais e se compara favoravelmente com seu par brasileiro, Cosan. A empresa se beneficia das significativas vantagens de custo por operar em uma das regiões de cana-de-açúcar de maior rendimento do mundo. A Virgolino também se beneficia de seu contrato de parceria exclusiva com a Copersucar, a qual garante a aquisição integral da produção, um fluxo de caixa mais estável e lhe permite custos de transporte relativamente mais baixos. O controle rígido da Virgolino sobre o custo de produção e o fato de que 50% de sua cana-de-açúcar vem de terras próprias ou arrendadas de seus acionistas e terceiros e os 50% restantes vem de terceiros sem concentração, também são fatores positivos para o crédito.

Um Rating Corporativo é uma opinião sobre a perda esperada associada com as obrigações de dívida de um grupo de empresas, supondo-se que tenha apenas uma única classe de dívida e seja uma única entidade legal consolidada. Instrumentos de dívida específicos do mesmo grupo de empresas podem receber ratings diferentes, dependendo de sua senioridade e garantias, em comparação com outros instrumentos de dívida emitidos pelo grupo.

O rating B3 atribuído às notas seniores sem garantia de ativos reais está no mesmo nível que o rating corporativo da Virgolino dado o montante limitado de dívida garantida na estrutura de capital. A empresa planeja utilizar os recursos para pré-pagar o endividamento garantido de curto prazo, conforme descrito no memorando de oferta. A Moody's revisou a documentação legal preliminar para a transação. O rating supõe que não haja variação material dos documentos revisados e que todos os contraltos sejam legalmente válidos, vinculantes e exeqüíveis.

A perspectiva estável reflete a expectativa da Moody's de que a administração da Virgolino continue focada na melhora de seu perfil de vencimento de dívida, redução da alavancagem e melhora dos indicadores de fluxo de caixa. Além disso, a Moody's espera que os resultados subam para dígitos duplos no ano fiscal de 2011 devido a recente elevação nos preços de açúcar, tendo em mente a volatilidade inerente dos preços de commodities, e que o excesso de geração de caixa será utilizado para amortizar a dívida a vencer. A Moody's espera que a Virgolino continue tendo fluxo de caixa livre positivo e mantenha as políticas financeiras conservadoras.

Uma pressão positiva poderia ocorrer se o índice de dívida sobre EBITDA cair abaixo de 4,0x, o fluxo de caixa retido sobre dívida líquida estiver acima de 20% e EBITA sobre despesa com juros ficar acima de 1,5x, em uma base sustentável.

Poderiam surgir pressões negativas sobre o rating se o fluxo de caixa livre ficasse negativo, EBITA sobre despesa com juros caísse abaixo de 1,0x e a margem EBITDA fosse reduzida para abaixo de 20% em uma base sustentável. Embora seja improvável na nossa visão, se a Virgolino deixasse sua parceria com a Copersucar (Cooperativa de Cana-de-Açúcar, Produtores de Álcool e Açúcar do Estado de São Paulo) por qualquer motivo, isso também seria um fator negativo para os ratings.

A principal metodologia utilizada para atribuição deste rating foi "Global Food - Protein and Agricultural Industry" publicada em setembro de 2009.

Fundada nos anos 30 e sediada no Estado de São Paulo, Brasil, a Virgolino é uma empresa familiar ainda administrada pela família fundadora. A empresa opera na produção de açúcar e etanol através de quarto plantas, todas localizadas no Estado de São Paulo, e reportou receitas de BRL 1,0 bilhão (aproximadamente USD 600 milhões) no ano fiscal findo em abril de 2010.

DIVULGAÇÕES REGULATÓRIAS

As fontes de informação utilizadas na elaboração do rating de crédito são as seguintes: partes envolvidas nos ratings, informações públicas, e informações confidenciais e de propriedade da Moody's Investors Service.

A Moody's Investors Service considera a qualidade das informações disponíveis sobre o emissor ou obrigação como sendo satisfatória ao processo de atribuição do rating de crédito.

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Consulte a aba de ratings na página do emissor/entidade no Moodys.com para visualizar o histórico e a última ação de rating deste emissor.

A data em que alguns Ratings de Crédito foram atribuídos pela primeira vez diz respeito a uma época em que os ratings da Moody's Investors Service não eram integralmente digitalizados e pode ser que os dados precisos não estejam disponíveis. Consequentemente, a Moody's Investors Service fornece uma data que acredita ser a mais confiável e precisa com base nas informações disponíveis. Consulte a página de divulgação de ratings em nosso website www.moodys.com para obter maiores informações.

Consulte a página de Política de Crédito (Credit Policy) no moodys.com para ter acesso às metodologias utilizadas na determinação dos ratings, mais informações sobre o significado de cada categoria de rating e a definição de default e recuperação.

Sao Paulo
Ricardo Kovacs
Vice President - Senior Analyst
Corporate Finance Group
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JOURNALISTS: 800-891-2518
SUBSCRIBERS: 55-11-3043-7300

New York
Brian Oak
MD - Corporate Finance
Corporate Finance Group
Moody's Investors Service
JOURNALISTS: 212-553-0376
SUBSCRIBERS: 212-553-1653

Moody's America Latina Ltda.
Avenida Nacoes Unidas, 12.551
16th Floor, Room 1601
Sao Paulo, SP 04578-903
Brazil
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Moody's atribui um rating corporativo B3 à Virgolino e sua emissão proposta. A perspectiva é estável.
No Related Data.
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